10% da população já comprou na Web, diz estudo
Pesquisa do Instituto ACNielsen ouviu 21.100 internautas pelo mundo
Thomas Crampton, em Paris
Aproximadamente 10% da população mundial, mais de 627 milhões de pessoas, já fez compras pela Internet pelo menos uma vez, segundo determinou a ACNielsen em um estudo divulgado nesta quarta-feira (19/10).
“Nós queríamos saber até aonde a Internet tinha ido além da simples troca de informações; ficamos extremamente surpresos”, disse Bhawani Singh, diretor de pesquisa de consumo da ACNielsen Europa. “Esse meio é muito maior que imaginávamos, e está claro que muitos comerciantes não estão explorando todo seu potencial.”
O estudo foi conduzido em maio com 21.100 internautas em 38 países na Europa, Ásia, América do Norte, América Latina e África do Sul. Os entrevistados responderam perguntas sobre suas experiéncias de compras online, em termos de freqÁ¼éncia, métodos de pagamento e compras preferidas.
A maior incidéncia de compras ocorreu na Alemanha, Áustria e Reino Unido, onde ao menos 98% dos usuários de Internet tinham efetuado compras online. Dois terços dos usuários da Web nesses países disseram que tinham feito compras pela Internet nos últimos 30 dias. Os EUA ficaram em 11º lugar em termos de compras online, com 89% dos usuários tendo comprado algo on-line.
Na Ásia, o estudo revelou que o alto nível de penetração da Internet não necessariamente se traduz em compras freqÁ¼entes na Internet. Os consumidores online da Coréia do Sul, uma das populações mais conectadas do mundo, fizeram em média quatro compras no último més, enquanto os consumidores de Cingapura, Taiwan e China efetuaram de cinco a seis compras no último més.
A América Latina demonstrou o mais baixo nível de freqÁ¼éncia de compras. Os usuários declararam ter feito apenas trés compras no último més.
Os europeus demonstraram uma tendéncia a comprar mais freqÁ¼entemente do que os norte-americanos. Consumidores online na Europa fizeram em média cinco compras em abril, enquanto os consumidores norte-americanos fizeram em média quatro compras.
“A cultura do shopping nos EUA pode explicar porque a compra online não atingiu os níveis da Europa”, disse Singh. “O ambiente comercial na Europa dificulta a compra.”
A pornografia foi citada como um dos negócios de maior sucesso online, mas Singh disse que sua companhia decidiu não pesquisar o tópico, pois as pessoas provavelmente não responderiam com honestidade.
“Também acreditamos que os consumidores online gastam mais tempo vendo pornografia do que adquirindo material pornográfico”, disse Singh. “A quantidade de dinheiro gasto em livros e DVDs é muito, muito maior do que qualquer outra coisa.”
“Vocé pode ver tendéncias claras por idade e país”, disse Singh. “Pessoas mais jovens compram mais DVDs e vídeo games do que livros, e a compra de música online está passando dos CDs para downloads diretos para tocadores de MP3”.
O item mais comprado variou enormemente de país para país, com mais da metade dos sul-coreanos e chineses colocando o livro como sua principal compra. Bilhetes aéreos foram a compra mais comum na Malásia, Cingapura e Austrália. Mais de um terço dos consumidores online na Coréia do Sul compraram cosméticos e suprimentos nutricionais, comparados com uma média mundial de apenas 10%.
No total, cartões de crédito e transferéncias bancárias foram a forma de pagamento mais popular da Europa. Na China, o pagamento em dinheiro na hora da entrega foi o método de pagamento mais popular, seguido de transferéncia bancária.
Apesar de a Internet ser freqÁ¼entemente considerada um meio mais usado por homens do que por mulheres, o sexo dos consumidores online é equilibrado: fizeram compras 80% de homens e 74% das mulheres conectados. A pesquisa observou um número um pouco maior de mulheres do que de homens fazendo compras na China, Taiwan, Suécia e Áustria.
A principal lição que Singh viu para os comerciantes é que provavelmente estão perdendo oportunidades.
“Uma pequena loja on-line pode superar uma grande loja na rua, fornecendo uma experiéncia de compra similar ou melhor on-line”, disse Singh.
“Esta nova raça de consumidores está armada com muito mais informação do que no passado.”

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