Quem decide fazer um MBA fora do país não está interessado apenas em dar um upgrade na carreira, mas também na possibilidade de conhecer outras culturas e aumentar sua rede de relacionamentos, o tão conhecido networking. No entanto, poucos são aqueles que conseguem manter os contatos travados durante as aulas, principalmente quando os cursos são realizados no exterior. Por essa razão, as associações de ex-alunos vém atraindo um número cada vez maior de pessoas.
O Wharton Clube do Brasil, por exemplo, que reúne graduados da escola de administração da Universidade da Pensilvânia, a Wharton School (primeira colocada no ranking das melhores escolas do mundo este ano pelo jornal britânico Financial Times), possui 120 associados e é considerado o mais ativo de todos os alumni da escola. Prova disso é que, dos 400 ex-alunos, 30% são associados da organização, enquanto a média mundial não passa de 20%. Quase todos são presidentes e diretores de empresas, que encontram-se todo més para estreitar relacionamento e trocar experiéncias.
Criado em São Paulo há dois anos, o grupo possui cinco diretores e acaba de dar um passo importante ao estabelecer uma base também em Nova York. Queremos aproximar estudantes brasileiros que após concluírem seus MBAs permanecem nos Estados Unidos, afirma Luciana Rossi Cuppoloni, presidente do Wharton Clube do Brasil. A idéia é levar um pouco do que já acontece por aqui, como happy hours, palestras, reuniões informais e workshops.
No Brasil, há um mix de atividades que visam atrair ex-alunos de diferentes idades e perfis. E a grande novidade é a série café com empreendedores, evento que reunirá grupos de 20 pessoas para discutir um pouco sobre os seus desafios e alternativas para o sucesso do negócio. Outra inovação é a prática e torneio de esportes, a exemplo do golfe. De acordo com Luciana, esse tipo de ação acaba integrando ainda mais os ex-alunos e ampliando sua rede de relacionamentos.
Além disso, a associação ajuda no processo de seleção dos futuros estudantes da Wharton School. Já mantemos laços com aqueles que se formam e agora passamos a conhecer de perto quem vai entrar, diz Luciana. Além de ser uma maneira de fazer com que o novo aluno faça parte da rede de contatos da escola.


Não perder o elo com a universidade, aliás, é algo extremamente importante para quem terminou um MBA. Foi diante dessa necessidade que um grupo de ex-alunos do Insead decidiu sair da informalidade há dois anos e formou a Insead Alumni Association of Brazil. Mais estruturada, ela hoje reúne presidentes de grandes empresas nacionais e multinacionais, que estão em constante contato com professores da Insead.
Em março passado, o professor de política e economia internacional Jonathan Story esteve em São Paulo por duas semanas. Além de compartilhar experiéncias com empresários, aproveitou a oportunidade para levantar exemplos de empresas nacionais que estão tendo sucesso frente Á  globalização. As histórias serão reunidas em um livro e levadas para a universidade como casos a serem estudados, diz Bernd Rieger, presidente da Insead Alumni Association Brazil.
Um dos grandes aprendizados para os ex-alunos brasileiros do Insead é a chance de ter contato com profissionais renomados do país. Entre os que estiveram na sede do clube estão o ministro da Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan, e a diretora da Herbalife e ex-presidente da Avon, Eneida Bini. Também contamos com a presença de executivos da Siemens, Bayer e Odebrecht, lembra Rieger. O próximo convidado da lista é o presidente da Braskem, José Carlos Grubisich. Um MBA tem poder de multiplicar o valor do profissional no mercado de trabalho, mas é necessário ter alguma ferramenta que dé continuidade a esse aprendizado, observa.
Outra associação de destaque no Brasil é a Harvard Business School Club of Brazil. Com atuação desde o final dos anos 70, tem servido de ponto de encontro dos principais executivos. Á? o maior alumni da tradicional escola de administração da América Latina por contar com 260 associados – cerca de 60% dos 400 ex-alunos estão no clube. Ele tem em sua diretoria nomes importantes como Peter Graber, um dos fundadores da Graber Sistemas de Segurança, e Manoel Amorim, atual diretor geral da Telesp, unidade de telefonia fixa da TelefÁ´nica.
O poder de networking da comunidade é tão grande que mesmo quem está fora tem seus dados atualizados. Seus integrantes participam de pelo menos um evento por més, voltado para negócios. Levamos palestrantes que possam contar um pouco sobre suas histórias no comando de uma empresa, explica José Luiz Bichuetti, presidente da Harvard Business School Club of Brazil.
No entanto, a rede de relacionamentos não se restringe apenas ao universo de ex-alunos da Harvard. A associação promove eventos em conjunto com outras instituições de ensino, a exemplo do Insead e da Universidade de Michigan, permitindo a integração entre diversos grupos de profissionais. No Rio de janeiro sempre nos unimos a outras organizações para os encontros informais, diz. Em paralelo, o contato com a Harvard se mantém presente, com vinda de professores da instituição ao Brasil.
De acordo com Bichuetti, fora o foco de negócios, o clube abre espaço para eventos sociais, com noite de queijos e vinhos, visita a exposições e museus, além de incentivar a participação na maratona de revezamento do Pão de Açúcar. O retorno mais perceptível é a troca de cartões que acontece nas reuniões, afirma. [Valor EconÁ´mico ]

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