Como ex-aluno responsável pelas atividades do IE no Brasil, ontem apresentei a Escola ao público soteropolitano num evento realizado no Hotel Mercure do bairro do Rio Vermelho, aqui em Salvador (sigo por aqui, amanhã aplicarei as provas do processo de admissão). Mais uma vez fui questionado sobre a questão da nacionalidade européia e o quão ela pode ou não ser importante numa recolocação profissional na Europa.
Decidi então escrever aqui sobre isso, mesmo porque nosso blog de ex-alunos brasileiros do IE já está recebendo cerca de 100 visitas diárias de pessoas interessadas em fazer uma pós-graduação ou curso de curta duração lá na Espanha.
Pois bem, em geral me fazem as seguintes perguntas relacionadas à nacionalidade:
1) Até que ponto facilita a empregabilidade na Europa o fato de possuir nacionalidade ou passaporte Europeu?
2) É verdade que um brasileiro sem nacionalidade européia pode trabalhar na Inglaterra automaticamente após um “top MBA”?
3) O curso fica mais barato para pessoas de cidadania européia?
4) Fica mais fácil obter empréstimos na Europa (e, portanto, pagar juros mais baixos) com a nacionalidade européia?
Minhas respostas:
1) Possuir nacionalidade e passaporte europeu facilitam MUITO a empregabilidade de um brasileiro na Europa hoje. Isso não significa que fica fácil encontrar um bom trabalho. O desemprego na Europa hoje é muito alto e as boas ofertas são tão dificeis de encontrar como aqui. Um brasileiro que tenha estudado em bons colégios e universidades no Brasil não vale muito para uma empresa européia mas se a pessoa combina o estudo em uma “top 5” com o devido job search feito após o curso não tenho dúvida que a tarefa de encontrar um bom trabalho fica muito mais simples.
O que acontece na realidade é que as grandes escolas sempre serão fonte de bons profissionais para grandes empresas. Existem muitas empresas que prezam o funcionário estrangeiro e gostam do latino americano. Mas os próprios brasileiros que possuem nacionalidade européia canibalizam o mercado oferecendo boa mão-de-obra sem problemas burocráticos. Ou seja, as empresas sabem que podem encontrar bons profissionais latinos saindo das grandes escolas e que boa parte deles possui nacionalidade européia (é bastante frequente um brasileiro, mexicano ou argentino possuir nacionalidade espanhola, portuguesa ou italiana). Por exemplo, dos candidatos brasileiros admitidos ao IE todos os anos, me arrisco a dizer que cerca de 1/3 possuem nacionalidade européia.
2) Sim, é verdade. Após a última reforma do sistema legal de imigração inglês, pessoas com título de MBA de uma das melhores escolas de negócios do mundo podem trabalhar na Inglaterra independente de suas nacionalidades. A lista das escolas – que não passa de 30 ou 40 está no site do governo que apresento a seguir. O IE obviamente é uma destas escolas. Este programa do governo britânico se chama HSMP – High Skilled Migration Program (clique aqui) e funciona através de um sistema de pontuação.
3) O curso não fica mais barato para cidadãos europeus. Me arrisco a dizer inclusive que as instituições que dão bolsas de estudo preferem destinar uma bolsa a uma pessoa de nacionalidade latina do que a um europeu. Neste momento é melhor pedir bolsas com a nacionalidade brasileira.
4) Não é mais fácil uma pessoa com nacionalidade européia conseguir um empréstimo num banco europeu do que uma pessoa sem nacionalidade. Neste momento temos que lembrar que os bancos funcionam em função do risco que o cliente traz no momento de pedir o empréstimo. Assim, o banco prefere emprestar dinheiro a pessoas que tenham boas garantias na Europa: imóveis, veículos, etc, independentemente da nacionalidade da pessoa.
O IE, por exemplo, possui acordo com uma instituição financeiro espanhola chamada Caja Madrid que proporciona empréstimos a alunos ADMITIDOS ao IE sem necessidade de garantia local. neste caso o banco pede que o favorecido pelo empréstimo adquira uma “carta fiança”.

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