*POR FÁBIO COLELLA

Firenze

Turim

Chegaram as férias, viagem toda programada e necessidade de descansar. Descansar? Bom, vou resumir todo o mês de férias em apenas dois textos para que não fique cansativo para ninguém, só vai ficar um pouco mais longo.

Sempre me perguntei por que os europeus são tão obcecados pelo verão. Tentei diversas vezes entender, mas não cheguei a uma conclusão. Três meses, apenas três meses em Madrid me fez entender melhor… Apesar de Madrid ser uma cidade quente e com bastante sol para os padrões europeus, tem uma temperatura média baixa se comparada ao Brasil. Isso pode não parecer nada, mas você realmente começa a sentir falta do Sol. Eu percebi isso apenas quando estávamos viajando, tomando sol o dia todo (e sofrendo). Realmente temos uma relação diferente com o verão porque o temos quase o ano todo (mesmo em São Paulo).

Nossa viagem de férias foi programada para um grande passeio na Itália e uma semana de descanso nas praias da Croácia. Começamos na Itália em Turim para que eu visitasse meus familiares ali, já que sempre fomos recebidos como reis por eles. A Tati já se impressionou com a Itália apenas nas primeiras duas cidades (Pinerolo é onde vivem meus primos) e aqui também começou a saga do sorvete. Eu sou louco por sorvete e a Tati nunca entendeu o porquê até tomar o primeiro em Turim, a partir daí foi pelo menos um por dia quando não dois!

San Gimignano

Siena

O destino seguinte era a Toscana, Florença, San Gimignano e Siena. Cidades que estão entre as mais bonitas da Europa e cada uma com suas particularidades. Galleria degli Ufizzi, Duomo, Piazza del Campo em Siena, as torres de San Gimignano. Além de toda a história que se pode ver, lá tomamos os melhores sorvetes da viagem. Em Florença, achamos sem querer uma sorveteria internacionalmente premiada, em Siena outra, e em San Gimignano tomamos um sorvete que ganhou mais de uma vez o prêmio de melhor do mundo. Após terminar um sorvete de três bolas, a Tati falou: “quero outro”.

Outro ponto importante da viagem pela Toscana foram os girassóis, nesta região da Itália existem infinitos campos deles e buscamos durante toda a viagem encontrá-los. Temos algumas (centenas) de fotos, mas como a época mais bonita já tinha passado, nós não conseguimos nenhuma muito bonita.

Depois fomos para Assisi, cidade de São Francisco de Assis. Ela já começou a impressionar quando estávamos na estrada. A cidade está incrustada no meio da montanha e é toda feita em pedra branca. Ficamos apenas um dia lá e tivemos que fazer um passeio meio acelerado, mas conseguimos visitar as igrejas mais importantes e, principalmente, a basílica de São Francisco. É emocionante ver a devoção das pessoas  e sentir toda aquele ambiente de paz que a cidade tem. Próxima parada: Roma.

Sorvete em San Gimignano

Chegamos a Roma e fomos recebidos pelo “Dragão Africano”. Este é um fenômeno climático que ocorre na Europa, em que as massas de ar quente e seco do norte da África avançam sobre o continente europeu e criam uma barreira quente, muito quente. Ficamos uma semana em Roma com temperaturas acima dos 38ºC todos os dias. O pico foi 43ºC e era impossível caminhar pela rua, dava para se sentir como se estivesse no deserto.

Assisi

Dormir só com ar-condicionado, já que quando desligávamos a temperatura do apartamento passava para 33ºC em menos de trinta minutos. Apesar de eu já conhecer Roma antes, não tinha tido a oportunidade de entrar no Coliseu e na Capela Sistina. Lugares impressionantes e imperdíveis, assim como os outros grandes pontos turísticos da cidade, Basílica de São Pedro, Castel Sant’Angel, Piazza Navona, Ruinas do Foro Romano, etc… É tanta coisa que ainda tenho que voltar lá uma terceira vez para conseguir ver tudo.

Antes de ir para a Croácia de avião, fomos para a cidade da minha mãe que fica mais ao sul de Roma. Cidade não, povoado. Tem menos de 3.000 habitantes, é medieval e também nas montanhas. Chegamos lá na sexta a tarde para participar da festa de verão deles, chamada Notte Bianca (Noite branca), mas por uma infelicidade, estava chovendo e foi adiada para duas semanas depois. Mesmo assim, nos encontramos com meus primos novamente (inclusive os que estavam em Turim no início da viagem) e fizemos um grande jantar no meio de uma viela. Muita risada, comida e bebida… Começamos com aperitivos, depois entradas (umas três ou quatro), primeiro prato, segundo prato, salada, queijo e sobremesa… Cada qual acompanhada com um vinho específico para o prato em questão. Pensei que ia ficar uma semana sem comer depois disso, mas que nada, na manhã seguinte teve café da manhã e outro almoço com uma centena de pratos para experimentar. Uma delícia, mas que me faria engordar uns vinte quilos se eu ficasse lá o mês todo.

Roma

No próximo post, Croácia e as duas últimas cidades da Itália… abraço a todos!

Jantar com a família

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