Post escrito por Igor Galo en O Globo

16 de septiembre de 2014

 Fazer uma parada na carreira profissional para estudar uma pós-graduação em outro país ou fazer um curso on-line que permita compaginar trabalho e estudo, neste caso inclusive no estrangeiro? Este é um dilema habitual entre jovens profissionais entre 24 e 36 anos quando eles decidem dar um passo a mais em sua formação, especialmente quando decidem dar este passo fora de sua cidade.
É natural pensar que o profissional que está em um momento brilhante de sua carreira, com expectativa de ser promovido dentro de sua empresa, deve optar pelo modelo on-line. O risco de perder “a onda” dentro da companhia poderia ser nefasto se, depois de passar um ano fazendo um MBA, ele descobrisse que outra pessoa ocupou o seu lugar ou que a empresa mudou de rumo durante sua ausência.
Seguindo esta mesma lógica, também é natural pensar que para aquele profissional que quer fazer uma mudança radical em sua carreira, seja mudando de setor ou criando sua própria empresa, a melhor opção é a formação presencial em outro país para conhecer outras culturas corporativas e desenvolver novos laços profissionais.
E ainda que esta lógica continue sendo válida em muitos casos, o modelo “blended”, uma alternativa que compagina as duas opções anteriores combinando a formação on-line com períodos presenciais, parece que está ganhando um lugar cada vez mais importante no mercado e nas preferências dos estudantes de pós-graduação.
Como resultado, cada vez mais universidades prestigiosas estão criando cursos neste formato. Os mestrados e outros cursos de pós-graduação blended, como já indicamos anteriormente, contam com uma parte importante de formação on-line, que permite que o aluno continue sua carreira profissional sem ter que abandonar o trabalho ou o projeto empresarial que esteja realizando. E, ao mesmo tempo, oferece a vantagem de não ter que viajar durante longos períodos ao exterior com o custo de manutenção que isto implica. Além disso, as empresas podem estar mais abertas a financiar este formato blended de educação para seus futuros altos cargos, já que não têm que renunciar ao talento de seus profissionais durante o período de formação.
Por outro lado, ao contar com semanas presenciais nos campus, o modelo blended permite o desenvolvimento do networking face to face com o resto dos colegas de classe e professores, bem como o contato com outras culturas e o desenvolvimento do trabalho em equipe. E ainda que as aulas on-line das universidades mais prestigiosas normalmente sejam sincrônicas, ou seja: que alunos e professores comparecem numa hora determinada e interagem através de videoconferência, o normal é que o desenvolvimento das disciplinas mais sociais e relacionadas com as soft skills e habilidades pessoais aconteça durante os períodos presenciais.
Os modelos melhor avaliados no ranking de formação on-line do Financial Times possuem cerca de 80% de aulas on-line, geralmente sincrônicas e com trabalho complementar em equipe mediante foros, e cerca de 20% de aulas presenciais. As aulas presenciais normalmente são distribuídas em dois anos diferentes para que os profissionais possam utilizar suas férias para viajar sem ter que pedir licença do trabalho.
Adicionalmente, muitas escolas acrescentam sessões presenciais não obrigatórias em seus programas de pós-graduação blended em diferentes cidades do mundo (geralmente hubs internacionais como Singapura, Dubai, Xangai, Londres…) para ampliar os conhecimentos e desenvolver o networking internacional dos alunos. Este aspecto nos leva a falar de outra tendência no mercado internacional de pós-graduações: as alianças entre universidades de diferentes continentes para oferecer uma formação mais global aos alunos, mas este tema fica para o próximo post.

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