Archivo de la Categoría ‘Brasil’

24
ene

A Importância do dimploma de MBA no Brasil

Escrito el 24 enero 2012 por João Villas en Brasil

Quando a pessoa ouve falar sobre MBA pelas primeiras vezes, é comum sentir a sensação de que está entrando em terreno desconhecido. Normalmente, a pessoa ouve falar de um amigo ou conhecido muito bem sucedido que fez um MBA, geralmente nos Estados Unidos, e que, de alguma forma, aquilo contribuiu para a história de sucesso daquela pessoa.
Pouco a pouco, é possível entender a relevância de ter um diploma de uma escola “Top”, como costumam ser chamadas. A excelência acadêmica dessas instituições, o bom nível do processo de seleção das escolas, o acesso a redes de contato internacionais e a experiência fora do país transformam os perfis dos alunos e suas vidas.
O que pouca gente consegue entender, e é compreensível, é que o universo de pessoas com um diploma de uma escola de negócios de importância internacional é mínimo no Brasil e isso cria vantagens competitivas para estes perfis privilegiados que deverão perdurar por mais de uma década, sem dúvida.
A evolução dos brasileiros no mundo das Top Business Schools
Atualmente, estima-se que exista não mais do que 5 mil brasileiros com passagens pelas 30 principais escolas de negócio dos Estados Unidos e Europa. E isso tem uma explicação. Até ontem, praticamente não havia brasileiros estudando fora do país. Na época da hiperinflação, era muito difícil o brasileiros estudar fora. Nos anos noventa, não mais do que 50 brasileiros saiam do país para estudar numa boa escola de negócios. Na época, os poucos brasileiros que faziam um programa de mestrado no

MBA Internacional: ainda pouco comum no Brasil, o diploma têm um valor muito relevante no mercado de trabalho

exterior eram enviados por empresas multinacionais para os Estados Unidos. No começo da década passada esse número foi aumentando, mas o real desvalorizado, era a principal barreira para que jovens talentos pudessem realizar esse sonho. Em 2005, a estimativa foi de que aproximadamente 150 brasileiros se matricularam nas principais escolas de negócio do mundo.

Atualmente, o número de brasileiros matriculados nas 30 principais escolas de negócio do mundo é de aproximadamente 450, podendo chegar a 500 alunos. Os principais fatores que levaram a este crescimento foram:
  • A valorização do real frente ao dólar e ao euro tornou o preço dos programas muito mais competitivos
  • Os alunos brasileiros, vistos com indiferença há dez anos, se tornaram um perfil muito interessante para as escolas de negócio. As escolas querem brasileiros nas salas de aula.
  • As empresas brasileiras cada vez mais reconhecem o perfil do ex-aluno de um MBA e estão dispostas a pagar por isso. Os profissionais sabem disso e buscam um programa de MBA para valorizar seu perfil.
  • A carreira de empreendedor está sendo desmistificada. O empreendedor que surge do nada, sem ter investido em educação já não é comum de ser encontrado. Os jovens qualificados querem construir uma história de empreendedorismo e buscam qualificar-se passando por uma grande escola de negócios.
O Valor de um MBA no Brasil hoje
Agora, apesar do crescimento, engana-se quem pensa que 450 brasileiros representa um número relevante. Em relação a outras nacionalidades, o número de brasileiros é praticamente insignificante. As estatísticas da GMAC indicam que os brasileiros representam não mais do que 1% do total de pessoas que fizeram o GMAT em 2010. É o mesmo número de Mexicanos, por exemplo. Um país muito próximo dos Estados Unidos com uma economia próxima da metade do PIB brasileiro. Ou seja, ainda há muita lenha para queimar.

Capa da Exame em 2010

Quem se beneficia deste cenário é a pessoa que faz um MBA nos dias de hoje e decide voltar para o Brasil. Aqui, um perfil de MBA é difícil de encontrar nas empresas e é muito valioso. Os saltos de salários no Brasil são semelhantes aos aumentos de salário conseguidos por americanos com um diploma deste tipo no final dos anos 70 e começo dos anos 80.
Os salários de quem estuda na IE Business School, aumentam, na média 136%. No Brasil essa média é maior ainda. É frequente encontrar casos de ex-alunos que dobraram seus salários depois do MBA. Esse efeito é produzido pela falta de talentos com este nível de formação no mercado de trabalho. Esse cenário seguramente vai se perdurar por mais uma década, pelo menos. Com base em dados do Serasa, estima-se que existam mais de 150 mil vagas de trabalho aderentes a um perfil de MBA contra não mais do que 5 mil ex-alunos formados em escolas de prestígio.
E as escolas européias?
Ainda nesta semana eu farei um post sobre a importância das escolas européias neste cenário. Cada vez mais, as escolas européias apresentam índices relevantes de competitividade de salário e empregabilidade. E SIM, tudo isso, em meio à crise econômica mundial.
19
ene

No final de 2010, a Globo News gravou um especial sobre a IE no programa Mundo SA. O programa ficou muito bem gravado e editado. Na minha opinião, foi um dos documentários sobre escolas de negócio mais bem desenvolvidos pela equipe do Mundo SA. A riqueza de imagens e o jornalismo quase investigativo da Globo News renderam uma reportagem que apresenta no detalhe a IE Business School para o telespectador.

A equipe do Mundo SA gravou mais de 9 horas de imagens e entrevistas no campus, na cidade de Madrid e Segóvia. Foram 4 dias de gravação e o resultado você consegue conferir aqui graças ao cuidado do Ricardo Stuber, ex-aluno do LLM da IE Law School, que teve o carinho de deixar hospedado o vídeo do programa na sua página do Vimeo.

Algumas curiosidades sobre o vídeo:

- Reparem nos dias de outono de muito sol em Madrid. Apesar de quase sempre estar sol na cidade, o outono é uma estação em que há dias nublados. Seria uma ironia se o tempo fechasse em plena gravação do programa em uma cidade que tem mais de 250 dias de sol por ano.

- Muito bacana a variedade de imagens de pontos interessantes das cidades de Madrid e Segóvia. Não dá para deixar passar o momento em que o Candido atira do prato no chão depois de cortar o tradicional Cochinillo. Aliás, ele estava super animado com a presença dos jornalistas da Globo.

- No dia em que estivemos no campus da universidade, a Infanta Sofia estava por lá. Impressionante como fica agitada a imprensa espanhola na presença da princesa. Os brasileiros ali presentes jamais haviam estado na presença da realeza, inclusive eu.

- Demais ver a Livia Fukuda e o Alessandro Farias dando entrevistas para a reporter da Globo. Ex-alunos muito queridos e grandes representantes dos valores da escola.

- Entre um dia de gravação e outro, não dá para deixar de mencionar que valeu muito a pena estar de volta em Madrid e poder aproveitar a gastronomia dos incríveis restaurantes da cidade.

- E o melhor: poder andar pelo campus, encontrar grandes amigos, sem a sensação de que em casa tem uma pilha de estudos de caso para ler.

18
ene

Em novembro do ano passado o reitor da IE, Santiago Iñiguez e o reitor de Tuck, Paul Danos, estiveram no Brasil para uma série de conferências e reuniões. Na ocasião, eles participaram de um encontro com os reitores das principais escolas de negócio do Brasil: Coppead, FGV, Insper, Ibmec e Dom Cabral e também aproveitaram para reunir-se com ex-alunos das duas escolas para discutir temas relacionados à sustentabilidade.

Aproveitando a visita, a Stela Campos, jornalista do caderno de carreiras do Valor Econômico, conduziu uma interessantíssima dicussão a respeito das principais tendências e desafios enfretandos pelas principais escolas de negócio do mundo. O interessante é ver o contraste entre uma tradicional escola americana e uma escola européia que rompe paradigmas num mercado maduro e tradicional.

Os dois reitores, que mantém uma relação de colaboração e amizade há muito tempo, tiveram a oportunidade de compartilhar suas visões sobre um mercado que está vivendo um ponto de inflexão bastante relevante. As escolas de negócio estão se transformando a medida em que o mundo parou para revisar a relação das empresas com a sociedade, meio ambiente, governos, etc. É muito interessante acompanhar as reflexões e comentários de gente que está a frente das principais transformações que estamos vivendo.

Entrevista do Santiago Iñiguez e Paul Danos para o Valor Econômico

A entrevista é o link mais acessado da semana no Valor Econômico. É impossível assistir ao bate-papo entre Santiago, Paul Danos sem deixar de notar o quanto o reitor da IE é um fiel embaixador dos valores da escola e, acima de tudo, é muito bacana ver as semelhanças desses valores presentes na cultura da nossa comunidade de ex-alunos. A simpatia, precisão nos comentários, facilidade em se comunicar e seus comentários tão criativos quanto provocantes são características fáceis de identificar na maioria dos ex-alunos da escola. Sem dúvida, esse jeito IE de ser é motivo de orgulho para todos os apaixonados pela escola e por tudo o que ela pode proporcionar em termos profissionais, mas acima de tudo, em termos pessoais.

Um dos assuntos debatidos por Santiago durante o evento e que não pode passar em branco é a importância dos alunos brasileiros no campus. Há dez anos atrás, o Brasil era um país qualquer na esquina do mundo. O país estava experimentando os primeiros sinais de progresso depois de anos de hiperinflação e isolamento econômico e político. Atualmente, todas as escolas de negócio realmente importantes buscam atrair os maiores talentos do país que promete ganhar cada vez mais importância no cenário econômico mundial.

As escolas de negócio, reconhecidas por serem think-tanks do pensamento empresarial na comunidade global, buscam dar aos seus alunos, o competitive edge de oferecer uma rede de contatos de brasileiros talentosos que passam pelos seus programas e vão parar em diversas partes do mundo.

IE Student Lounge - Madrid

A IE conta hoje com uma comunidade ativa de aproximadamente 250 brasileiros e, todos os anos, quase 30 brasileiros viajam para Madrid ou fazem parte dos programas Blended da escola. São pessoas que compartilham um estilo próprio e dividem valores importantes da escola como a atidude empreendedora, compreensão das várias dimensões da diversidade, a capacidade de compreender o pensamento divergente e gerar inovação e, sem dúvida, a habilidade de construir relacionamentos duradouros e estabelecer relações de confiança.

16
ene

Minha Vida em Madrid, por Livia Fukuda

Escrito el 16 enero 2012 por João Villas en Brasil

Se eu tivesse que resumir em uma única palavra o ano do MBA no IE e a vida em Madrid, a palavra ideal seria INTENSO!

Antes de me mudar para cá eu sempre escutava muito a comparação entre Madrid e Barcelona. Escutava que Madrid era o equivalente a São Paulo enquanto Barcelona era compatível com Rio. Madrid é uma cidade bastante turística mas com maior concentração empresarial e de negócios, enquanto Barcelona é, em grande parte, orientada ao turismo. Mas para começar a falar de Madrid e preciso esclarecer que Madrid não tem nada a ver com São Paulo!

A qualidade de vida em Madrid e fantástica, para começar pela liberdade de andar pelas ruas da cidade com segurança em qualquer hora do dia, para ir e para voltar de qualquer evento, restaurante ou balada.  Qualquer caminhada é agradável, pois a paisagem é linda com ruas limpas e arborizadas. O clima é um dos motivos que mais me encanta. As estações do ano são claramente definidas, e há sempre um imenso céu azul e um solzinho aquecedor esperando por você.

A IE esta localizada no bairro de Salamanca, o mais nobre da cidade. Nesse bairro se concentram muitos barzinhos e lojas, e é possível encontrar praticamente tudo o que se precisa para viver aqui. Eu recomendo morar por aqui, pois além de ser muito agradável, a proximidade da IE facilita a vida durante o curso e otimiza o tempo.

Para os amantes de arte, a cidade tem grandes museus como o Prado, o Thyssen e o Reina Sofia, além de muitos artistas de rua. Para quem curte uma boa gastronomia, eu recomendo os lindos mercados San Miguel e o San Anton. É possível encontrar também todo tipo de comida, desde a tradicional paella como ótimos mexicanos, alguns brasileiros (inclusive o Rubyiat), Senegales, Libanes, etc. O meu lugar preferido na cidade é o Parque do Retiro, um lugar para praticar esportes, curtir o pôr-do-sol, refletir sobre a vida, relaxar a mente… um verdadeiro cenário de filme.

Madrid é uma cidade super jovem e noturna com uma grande diversidade de bares e baladas. A cultura da cidade É pular de bar em bar para “tapas e copas” com os amigos e logo pular de balada em balada. Numa noite em Madrid, a média é passar por 3 bares e 2 baladas, pelo menos… e fazer isso varias noites por semana. Essa é a maior concorrência do MBA e um grande aprendizado de gerenciamento de tempo e energia! Existem opções para todas as pessoas, tribos e gostos. Os bairros de Chueca e La Latina são meus preferidos, com baladas alternativas e muita musica boa.

Bom, esse é um breve resumo do que você pode encontrar em Madrid, uma cidade envolvente e encantadora com muitos amantes pelo mundo, não somente por ter sido cenário dessa historia maravilhosa que foi o meu MBA, mas uma cidade que fez dessa experiência, uma história única.

Livia Fukuda é ex-aluna do MBA da IE Business School e se formou em dezembro de 2011. Ela vive atualmente em Madrid… que sorte!

13
mar

Brasil: Reunião de despedida alunos de Abril 2010

Escrito el 13 marzo 2010 por João Villas en Brasil

Sao Paulo, 11 de março de 2010. Aproveitando um evento organizado para ex-alunos do IE recém-chegados ao Brasil (IE Career Drive), o escritório do IE organizou um encontro entre ex-alunos e futuros alunos do intake de Abril 2010. O head-hunter Edilson Ramos, sócio fundador da Authent Executive Search e presidente da Associação de ex-alunos da FGV-SP realizou uma breve palestra sobre o mercado laboral atual e estratégias de recolocação no Brasil. O evento contou com a participação de 8 ex-alunos do IE e 4 futuros alunos. Comprovando a incrível diversidade encontrada no IE, entre os ex-alunos presentes estavam representados os seguintes países: Itália, Alemanha, Suécia, Espanha, Costa Rica, Brasil e México. Incrível para uma reunião de apenas 12 pessoas, não? Sempre me surpreendo com esta característica do IE.

15
jun

Um jeito Easy Going

Escrito el 15 junio 2009 por terciane.alves@gmail.com en Brasil

Camilo Lima, ex-aluno de MBA, refaz os caminhos de adaptação em Madri
Já no bate-papo dá para perceber. O brasileiro Camilo Lima é bem humorado, aberto e conta sua história com generosidade a quem planeja fazer um MBA no Instituto de Empresa de Madri. Camilo pontua sua conversa conosco dando pistas de como melhor aproveitar o curso e a estadia em Madri. Atento a detalhes práticos, não deixa de falar das paisagens que mais o inspiraram na cidade, da busca por serviços de comunicação e, claro, das baladas. Aí vai um resumo de nosso bate-bola.
Primeira impressão sobre Madri: “A melhor possível. Tempo aberto e clima agradável. Logo descobri facilidade para adquirir telefone, andar pela cidade e me comunicar com as pessoas”.
A chegada: “Foi tranquilo. A busca por apartamentos também. A cidade dispõe de bons serviços online de classificados e os madrileños (madrilenhos) têm o hábito de compartilhar habitação”.
Primeira moradia: “Surgiu quando encontrei colegas do IE. Dividi meu piso com um chileno que já havia encontrado um apê e queria mais um colega. Recomendo frequentar a escola desde o começo do ano letivo, mesmo sem aulas. Não cheguei a fazer isso, mas sei que quem o fez se deu bem. Logo de cara teria feito amigos e talvez minha busca por apartamentos fosse mais breve. Como fiquei procurando apê por muitos dias, me instalei em um albergue e ali fiquei por um mês. O o espaço era muito confortável, mas o não ideal para os primeiros dias de aula. Também perdi dias lindos que poderia aproveitar melhor a cidade que ela é demais. Há parques, museus, áreas boêmias e etc…
Passeios preferidos: “Ia muito ao parque do Retiro (gostava de correr ou pedalar, ou só ler um estudo de caso debaixo de uma árvore). Nem sempre era muito produtivo, é verdade, mas relaxava e dava para recompor energias. Alguns amigos gostavam mais da La Latina (uma espécie de Vila Madalena, bairro de São, ou Lapa, do Rio). Outros curtiam a noite, balada forte…” Havia opções para todos os gostos e todas muito boas. Eu transitava por todos. Além disso, fazia jantares, happy hours e sessões de filmes em casa para network com grupos menores, já que no começo todos vão para o “bar of the week” – uma balada por semana com desconto para o aluno IE. É bom para ver os rostos e quebrar o gelo mas não dá para conhecer ninguém ali, mais pra frente isso também serve para desestressar.”
O jeito brasileiro de ser: “Nesses eventos, fica claro como o IE é diverso em vários sentidos, tem gente do mundo todo, que trabalhou com todo tipo de atividade e com características pessoais muito próprias, mas tendo a dizer em linhas gerais que o aluno do IE tende a ser gente boa…Easy going, sem ser folgado ou relaxado…isso é muito importante em um curso tão intenso como o MBA. A colaboração entre alunos era grande e contrastava com histórias de competição ferozes vindas de outras escolas – principalmente as Top Five Americanas.
Networking: “Não posso reclamar, no primeiro dia de aula, conheci um israelense cujo pai tinha negócios no Brasil na mesma área que eu. Então, estava me aventurando. Todos os Brasileiros que lá estavam hoje são meus amigos. O chileno que dividiu apartamento comigo vive hoje aqui em São Paulo. Temos atividades profissionais que se cruzam. Estou prospectando fornecedores para um espanhol e uma inglesa me indicou para uma vaga que ficou sabendo e achou “a minha cara” e um Belga está dando dicas de Dubai pra minha prima. Estes são alguns exemplos, mas a lista não termina para quem, como eu, fui disposto a ampliar seu mundo.”
Em tempo: de volta ao Brasil, Camilo Lima está prospectando e preparando muitas novidades em sua carreira. Logo a gente volta para contar!

10
abr

Guernica

Escrito el 10 abril 2009 por terciane.alves@gmail.com en Brasil

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10
abr

O dia em que acordei dentro de Guernica

Escrito el 10 abril 2009 por terciane.alves@gmail.com en Brasil

Quem ou o que faz você sentir-se verdadeiro, legítimo, sem medo de ser o que é? Desarmado, seria talvez a palavra mais apropriada. Uma viagem, um amigo, um cão, uma obra de arte? Aproveito minha colaboração neste blog do IE Business School para falar de Madri, capital sede desta escola.
Foi em Madri. De repente, estava ali. Não sei que dia, ano ou direito quem sou. Somente me dou conta de que estou há mais de dez minutos olhando para nada menos que Guernica. Essa tela gigantesca que Pablo Ruiz Picasso concebeu com seu estilo cubista nos tenebrosos anos da guerra civil espanhola.
Estou absorta. Mudo de ângulo, de perspectiva, mas é uma sensação ímpar estar diante dessa obra de arte que sintetiza tantas camadas de história: embasbacada. Fecho os olhos e abro. Ela está lá. Esse lá e o Museo Reina Sofía, um endereço imperdível para quem vai a Madri.
Pablo Picasso a criou em 1937, mas embargou Guernica dos olhos de sua terra natal. Ninguém a conheceria lá enquanto a Espanha não se tornasse um país democrático. Picasso teria ficado revoltado com o bombardeio da pequena Guernica pelas tropas ligadas a Hitler. Vinte e cinco anos depois, em 1981, a cobertura dos jornais sobre ida da obra de arte que estava no Moma, em Nova York, lá foi narrada como um dia histórico.
Finda a guerra. Guernica, não só a cidade espanhola retratada, mas a tela, agora poderiam viver na Espanha. Há quem conteste o mito do Bombardeio de Guernica, do qual Picasso teria tomado conhecimento por meio da leitura de jornais, pois vivia em Paris.
Mas aqui chamo a atenção do quanto você pode enveredar-se em uma obra de arte tão impactante assim? Dê os adjetivos que quiser a Guernica, o olhar é seu. Para o meu, ela é gigantesca, febril, revela corpos na guerra, estilhaços de edifícios destruídos pela força aérea alemã. Mostra a precisão de Picasso, ou seria exasperação e desespero em uma explosão? Guernica não me deixará esquecer Madri. Não me deixa esquecer de algo visceral que há na civilização espanhola: inquieta, ávida e de comunicação direta.
Fico me perguntando se esse quê febril, de disputas e de vocações históricas, interfere no estilo de fazer negócios do espanhol. Acho que meus amigos do IE Businesses, a terceira maior escola de MBA da Europa, podem contribuir melhor do que eu. Adorarei ouvi-los aqui. Também entendo que Picasso deixou um exemplo de comunicação atemporal por meio da arte.
Guernica não me deixará esquecer jamais daquela dupla viagem. Viagem à Espanha e à simples constatação do quanto a vida pode ser plena quando somos e fazemos o que é intrinsecamente verdade dentro de nós. Assim fez Pablo Ruiz Picasso. Concebeu Guernica, embargou Guernica. Pintou e chorou por Guernica. Bombardeada ou não, essa sintetizou os conflitos da época.
Começo hoje a escrever uma série de posts sobre Madri. E comecei a partir de Picasso. Conto, é claro, com a ajuda, de alunos e ex- alunos brasileiros do IE Business School que a conhecem. Tem algo a falar de Madri ou mesmo comentar sobre esse tema no período em que esteve estudando no IE ou ainda está? Conte para nós! Até o próximo post! Um abraço. Boa Páscoa!

26
mar

O primeiro POST

Escrito el 26 marzo 2009 por terciane.alves@gmail.com en Brasil

Um inventário sobre as histórias de guinadas profissionais e de vida
Terciane Alves

O convite para colaborar com a comunidade do IE Business School neste blog me imbuiu de um misto de sentimentos, mas os dois mais fortes são a crença no poder dos relacionamentos e das palavras. Agora, vou contar a vocês um pouco de quem sou e do que pretendo trazer em meus posts.
Nascida em São Paulo, jornalista, 36 anos, 15 de profissão, tenho cursos de especialização em economia, saúde e moda. Tenho paixão por livros, bichos, café e, claro, por boas histórias.
Passei quase seis anos no jornal O Estado de S. Paulo, de 2000 a 2006, ouvindo profissionais nas situações mais diversas. Presidentes e CEOs de empresas, trainees, gerentes se preparando para uma guinada, executivos em transição de carreira, em processo de coach, sabáticos.
Essa era minha tarefa como titular dos assuntos inerentes à educação executiva, mercado de trabalho, empregos e carreiras para homens de negócios e para vários setores profissionais e especializações. Mas o trabalho, não raro, se transformava em um alento.
Aprendi a lidar com conceitos, nomes, siglas e chavões do mercado corporativo. Essa experiência me deu oportunidade de conhecer expoentes do estudo da educação executiva, entre eles muitos profissionais do IE. No meio desse caminho, surgia recorrentemente o tema MBA – a sigla para o curso que forma experts em administração de negócios.
Passei a ler sobre as Business Schools e compreendi que elas tomaram escopo depois do fim da primeira guerra mundial. Foi quando várias indústrias e famílias de recursos passaram a bancar o fortalecimento de escolas norte-americanas e européias para que estas pudessem formar homens de negócios capazes de lidar com o novo capitalismo que insurgia. Foram gerações e gerações formadas a partir de conceitos da nova administração e de negócios que se sofisticaram com o passar dos anos.
Para as reportagens sobre MBA, me dispus a ouvir vários relatos de profissionais que mudaram de países para estudar por um ou dois anos fora. Deixaram empregos certos, família, vida afetiva e alguns até venderam casas. Outros, em bons tempos de economia, foram bancados por suas corporações para fazer este curso mundo afora.
Ao voltar, tinham a promessa de uma ascensão profissional. Outros tantos criaram modelos de negócios pioneiros.
E essas histórias sempre me faziam cair na palavra guinada. Compreendi tão logo que quem parte para um programa deste no exterior, almeja ser um profissional do mundo.
Tão logo se deparam com valores de culturas distintas e, nesse sabático proposital, esses ex-alunos transitam por uma transformação sem precedentes.
O IE, representado no Brasil por seu country manager, Newton Campos, sempre me facilitou o contato com seus ex-alunos e alunos. Depois de alguns encontros, notei que os fatores empreendedorismo e networking eram mesmo os pontos fortes do IE. Não só.
O pioneirismo da escola em tecnologia – foi a primeira ter todo o campus em Madri com wi-fi – me chamou a atenção. Condizia com minha curiosidade por novas mídias e tecnologias.
Nos primeiros anos de 2000, acompanhei no Brasil o interesse de alunos de elite crescer por estudar na Europa, endereço certo para encontrar alunos de várias nacionalidades.
Por essas e tantas razões, aceitei o convite para reportar aqui a história de ex-alunos e alunos do IE. Agora, vou trazer para você posts que pretendem transmitir um pouco da essência desse momento de career shift. Daí vem o nome shiftmais. É um canal no blog aberto a vivências, relacionamentos, psicologia comportamental, viagens, modos de vida! Espero que gostem, colaborem, critiquem! Obrigada por me ler!

24
mar

Novas carreiras

Escrito el 24 marzo 2009 por terciane.alves@gmail.com en Brasil

Reportagem publicada na Folha de S. Paulo
Pouco conhecidas, carreiras alternativas ganham espaço
Sustentabilidade, tecnologia e moda abarcam as principais novidades
“Trendspotter”, “coffeetender”, especialista em “compensation”, “report”, gestor de reputação. Desconhecidas, essas profissões não constam dos manuais de vestibulares. Contudo, na avaliação de especialistas ouvidos pela Folha, estão entre as carreiras que mais se expandem no mercado de trabalho atual e asseguram boas oportunidades aos mais atentos (veja lista na pág. 3). Boa parte dessas vagas surge em multinacionais de vanguarda e, sobretudo, em empresas de pequeno porte, que atuam como butiques especializadas.
Um exemplo é a Mandalah, focada em comportamento. Ao ser inaugurada há um ano e meio, contratou profissionais de 12 áreas de formação -de psicoterapeutas a designers- para exercer a mesma função: a de “trendspotter”, uma espécie de caçador de tendências. “Esse profissional investiga idéias que tendem a ser im-pactantes e que possam virar produtos, bens ou conceitos”, explica o consultor em recursos humanos Adriano Savelli. Muitas dessas carreiras estão associadas ao estudo das necessidades e dos dilemas da sociedade e são relacionadas ao consumo nas áreas de tecnologia, sustentabilidade e moda. “As carreiras diferenciadas surgem onde há excesso de renda disponível em certos segmentos da sociedade”, analisa o diplomata Alexandre Vidal Porto, que vive no México. “Nas grandes capitais, profissões como a de “personal stylist” já se consolidaram à luz de necessidades de indivíduos com excesso de renda e demandas específicas, típicas das cidades globalizadas”, diz ele.
Antena parabólica
Para os que pretendem seguir uma carreira alternativa, o caminho é desenvolver “atenção constante a 360 graus”.
“É essencial estar antenado nos segmentos em fase de crescimento, pois ali estão as oportunidades”, sugere Irene Azevedo, sócia da consultoria Ki-enbaum Keseberg & Partners.
“Vale a pena verificar jornais, revistas e depoimentos de profissionais. Mas, para obter sucesso, o principal é alinhar as habilidades à função desejada, seja em uma área nova, seja em uma tradicional”, completa.

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