Crise, crise, crise. Só se fala disso na imprensa brasileira. Vocês conhecem a expressão norte-americana “monkey see, monkey do”? pois é, me lembra muito a imprensa brasileira com suas cópias de notícias estrangeiras e análises superficiais sobre a chamada “crise financeira” mundial. Quem tiver a oportunidade, pode ler a revista “The Economist” desta semana e comparar com o que se lê nas páginas da Veja, Valor Econômico, Época e Exame nacionais. Não dá para comparar. A falta de qualidade das análises feitas pelos economistas brasileiros é incrível. Onde este pessoal estudou?!? Ou, melhor, quando?!? Pois parece que vivem em outro momento da história mundial.
O mais curioso e até divertido é comprovar que as notícias “importadas” não batem com as notícias nacionais reais. Ainda assim, uma série de pseudo-especialistas de plantão estão prontos para explicar o porquê do Brasil continuar indo tão bem e as pessoas continuarem comprando nesta “crise” tão profunda!
Ontem os “especialistas” disseram, a diversos meios jornalísticos, que as vendas de natal de novembro subiram porque o povo quer fazer suas compras antes que o impacto da alta do dólar recaia sobre o preço final do produto. Caramba! O povo está esperto, hein! Nem os empresários que eu conheço estão ligando muito para o preço do dólar, quanto mais o consumidor final.
Hoje saiu uma notícia da Reuters:
Desemprego no país atinge 2o menor patamar da história
“A taxa de desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do país voltou a cair em outubro e atingiu o segundo menor patamar já registrado, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira (…).”
CBN, Veja, Exame, etc continuam batendo na mesma tecla: “crise! crise! crise!”. Que chatice.
Por que os jornalistas não param de ficar dando “copy-paste” nas notícias uns dos outros e vão a campo procurar quem são os profissionais, políticos e empresários que estão batalhando pra fazer do Brasil um lugar melhor?
Além disso, quem disse que crescimento zero é “crise”? Se um País cresce zero – ou próximo de zero, para cima ou para baixo – mas a população continua a mesma ou até menor – muitos países desenvolvidos já não possuem população crescente – não vejo onde está o desespero. Algum dia a economia terá que deixar de crescer (ainda bem, senão acabaríamos com a Terra), qual o problema disso?!?

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