Demanda forte derruba risco-país – Gazeta Mercantil
O grande interesse dos investidores por ativos brasileiros é o que explica em boa parte a queda recente do chamado risco-país. O índice vem batendo recordes de baixa desde meados do ano passado. Na sexta-feira, fechou a 284.
Alexandre Fischer, diretor da consultoria GRC Visão, lembra porém que o Embi e suas oscilações pouco tém a ver com os fundamentos da economia. ” É preciso não confundir o Embi com a classificação das agéncias de rating”, diz. “As agéncias usam critérios fundamentalistas para a análise, como a relação dívida/PIB do país”.
Calculado pelo JPMorgan desde 1994, o índice Embi Brasil virou referéncia mundial para medir o apetite por papéis brasileiros – teoricamente, quanto maior esse apetite melhor é percepção de risco dos investidores sobre o Brasil.
O Embi é uma carteira teórica composta por papéis da dívida soberana brasileira negociados no mercado internacional, e reflete a oscilação média dos preços. Quando sobe, significa queda de confiança no Brasil – e vice-versa. Quando uma empresa (ou País) é confiável e boa pagadora, mais gente quer investir nela. E quanto mais oferta de dinheiro a empresa (ou País) tem, menos precisa pagar de juros.
A pontuação do Embi significa quanto os papéis brasileiros pagam além dos juros dos títulos de dez anos do Tesouro americano. Cada 100 pontos correspondem a um ponto percentual – 284 pontos-base (ou basis points, bps na sigla em inglés) são portanto 2,84 pontos a mais, ao ano, do que os juros americanos, hoje em 4,25%.

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