Como diretor do IE no Brasil, faço apresentações sobre o IE em diversas capitais brasileiras. Hoje mesmo estou em Curitiba. Ontem fizemos uma apresentação no Hotel Sheraton sobre a escola e cerca de 30 pessoas vieram obter informações e folhetos sobre os cursos do IE.
MBA nos EUA e a bandeira verde amarela da Espanha
Hoje fui almoçar com uma ex-aluna curitibana do IE e ela me contou sobre como foi seu intercâmbio na época do MBA, da Espanha para os EUA. Veja só a situação: ela era uma brasileira, de Curitiba, estudando numa escola espanhola, em Madrid e tendo suas aulas em inglês. Até aí, nada de estranho. Uma vez no IE, ela decidiu fazer seu intercâmbio numa top business school norte-americana, logo ela que tinha fama, aqui no Brasil, de não gostar muito do “American way of life”. Enfim, ela queria desmistificar um pouco suas impressões sobre o país.
Quero deixar claro que ela gostou da experiência, mas cabe destacar trechos do relato dela que me pareceram incríveis, inacreditáveis. Chegando lá, a primeira grande diferença com o campus do IE. No IE ela tinha companheiros de mais de 60 países diferentes, nos EUA, a maioria dos alunos era do próprio EUA, além de muitos alunos provenientes da Índia e China (ou seja, eles tinham 5 ou 6 nacionalidades em classe). Além disso, grande parte dos norte-americanos de sua turma sequer tinham um passaporte, nunca imaginaram algum dia ter que sair dos EUA. Um fato: menos de 2% dos americanos possuem passaporte. Até aí tudo bem…
Segunda experiência: em todos os relatórios ou fichas de inscrição ela tinha que se declarar: “branca, negra, hispânica ou others”. Ninguém sabe para que serve isso, mas os americanos precisam sempre desta informação por algum motivo…
Agora o mais bizarro!!!
Segundo as normas da escola, cada aluno tinha em sua mesa uma plaquinha indicando seu nome e seu país. Na plaquinha dela, fornecida pela escola, veio “Aluna X, Spain”. Ela comentou com a direção da Escola que embora ela viesse da Espanha, sua nacionalidade era brasileira. Eles não conseguiam entender isso: “Como uma brasileira vai fazer um MBA na Espanha?!?! Qual é a lógica?!? Pra quê?!?” pensavam todos. Para corrigir o problema ela colou uma banderinha do Brasil na sua placa de identificação, bendeirinha idêntica à que ela levava colada no laptop. Alguns alunos, norte-americanos, alunos de um top MBA (!!!) pensaram que a bandeira em questão era a bandeira da Espanha! Outros simplesmente ignoravam completamente o que aquele desenho significava, a ponto de um professor de Marketing (!!!) perguntar porque ela levava aquele símbolo estranho verde-amarelo colado em sua placa de identificação e em seu laptop (seria de alguma seita islâmica?!?).
Enfim, coisas deste tipo definem muito bem, a meu ver, a diferença entre fazer uma pós-graduação qualquer na Europa ou nos EUA. Eu não consigo conceber que um bom (será?!?) professor de Marketing de uma boa (será?!?) escola de negócios nunca tenha visto a bandeira do Brasil ou não saiba a diferença entre o Brasil e a Espanha.
Parece piada, mas é real.

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