Um inventário sobre as histórias de guinadas profissionais e de vida
Terciane Alves

O convite para colaborar com a comunidade do IE Business School neste blog me imbuiu de um misto de sentimentos, mas os dois mais fortes são a crença no poder dos relacionamentos e das palavras. Agora, vou contar a vocês um pouco de quem sou e do que pretendo trazer em meus posts.
Nascida em São Paulo, jornalista, 36 anos, 15 de profissão, tenho cursos de especialização em economia, saúde e moda. Tenho paixão por livros, bichos, café e, claro, por boas histórias.
Passei quase seis anos no jornal O Estado de S. Paulo, de 2000 a 2006, ouvindo profissionais nas situações mais diversas. Presidentes e CEOs de empresas, trainees, gerentes se preparando para uma guinada, executivos em transição de carreira, em processo de coach, sabáticos.
Essa era minha tarefa como titular dos assuntos inerentes à educação executiva, mercado de trabalho, empregos e carreiras para homens de negócios e para vários setores profissionais e especializações. Mas o trabalho, não raro, se transformava em um alento.
Aprendi a lidar com conceitos, nomes, siglas e chavões do mercado corporativo. Essa experiência me deu oportunidade de conhecer expoentes do estudo da educação executiva, entre eles muitos profissionais do IE. No meio desse caminho, surgia recorrentemente o tema MBA – a sigla para o curso que forma experts em administração de negócios.
Passei a ler sobre as Business Schools e compreendi que elas tomaram escopo depois do fim da primeira guerra mundial. Foi quando várias indústrias e famílias de recursos passaram a bancar o fortalecimento de escolas norte-americanas e européias para que estas pudessem formar homens de negócios capazes de lidar com o novo capitalismo que insurgia. Foram gerações e gerações formadas a partir de conceitos da nova administração e de negócios que se sofisticaram com o passar dos anos.
Para as reportagens sobre MBA, me dispus a ouvir vários relatos de profissionais que mudaram de países para estudar por um ou dois anos fora. Deixaram empregos certos, família, vida afetiva e alguns até venderam casas. Outros, em bons tempos de economia, foram bancados por suas corporações para fazer este curso mundo afora.
Ao voltar, tinham a promessa de uma ascensão profissional. Outros tantos criaram modelos de negócios pioneiros.
E essas histórias sempre me faziam cair na palavra guinada. Compreendi tão logo que quem parte para um programa deste no exterior, almeja ser um profissional do mundo.
Tão logo se deparam com valores de culturas distintas e, nesse sabático proposital, esses ex-alunos transitam por uma transformação sem precedentes.
O IE, representado no Brasil por seu country manager, Newton Campos, sempre me facilitou o contato com seus ex-alunos e alunos. Depois de alguns encontros, notei que os fatores empreendedorismo e networking eram mesmo os pontos fortes do IE. Não só.
O pioneirismo da escola em tecnologia – foi a primeira ter todo o campus em Madri com wi-fi – me chamou a atenção. Condizia com minha curiosidade por novas mídias e tecnologias.
Nos primeiros anos de 2000, acompanhei no Brasil o interesse de alunos de elite crescer por estudar na Europa, endereço certo para encontrar alunos de várias nacionalidades.
Por essas e tantas razões, aceitei o convite para reportar aqui a história de ex-alunos e alunos do IE. Agora, vou trazer para você posts que pretendem transmitir um pouco da essência desse momento de career shift. Daí vem o nome shiftmais. É um canal no blog aberto a vivências, relacionamentos, psicologia comportamental, viagens, modos de vida! Espero que gostem, colaborem, critiquem! Obrigada por me ler!

2 thoughts on “O primeiro POST

  1. Eliane

    Terci,
    Gosto muito de ler seus textos, sempre com temas contemporâneos tratados com sensibilidade. Estarei acompanhando para ler as palavras se transformando em histórias humanas e interessantes sobre os alunos do IE.

  2. Sandra Silva

    Terciane, boa sorte nessa nova aventura. Com certeza, será gratificante conhecer mais dessas experiências acadêmicas e das guinadas de destemidos profissionais brasileiros no exterior.
    Sandra Silva
    repórter Meio & Mensagem

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