*POR FÁBIO COLELLA

A chegada à Croácia já nos impressionou pela beleza natural, mas o que aconteceu logo depois de sair do aeroporto foi o mais surpreendente. Estávamos tentando descobrir como chegar ao nosso hotel e vimos que tinha um ônibus que ia para o centro de Dubrovnik, até aí tudo bem, mas no mapa que conseguimos da cidade não existia a nossa rua. Fomos perguntar para o motorista se ele conhecia nosso hotel e não só ele nos mostrou onde era no mapa, como também indicou onde devíamos descer e qual ônibus pegar dali para o hotel. Tudo isso em um inglês claro e bem falado.

A viagem de ônibus até o centro velho de Dubrovnik é também maravilhosa, a costa da Croácia é toda circundada por montanhas, tornando a paisagem espetacular. Quando nos aproximamos do centro, vimos a cidade histórica e já sentimos que seria uma semana muito boa para relaxar depois de tudo que andamos na Itália. Além disso, também mudamos a viagem de “a dois” para “em grupo”. Alguns amigos do IE estavam lá e combinamos de ficar os três dias em Dubrovnik juntos.

A cidade velha é medieval e toda construída em pedra, muito parecida com as cidades medievais italianas. Não é para menos, a Croácia ficou alguns séculos sob o domínio do império romano e uma de suas cidades (Split) foi residência de um dos imperadores romanos aposentados! Eles realmente se prepararam para se tornar um dos países mais visitados do verão europeu. Quase todos os restaurantes, bares, lojas, etc. têm atendentes que falam inglês e/ou italiano.

Agora vamos falar das praias e ilhas, areia no litoral da Croácia quase não existe. Em quase todos os lugares são pedras mesmo ou praia de pedrinhas. A cor do mar é o que faz o diferencial, verde, azul, azul claro, milhões de cores até o momento em que se entra na água, que se torna totalmente transparente. Transparente de estar em um lugar que não dá pé, olhar pra baixo e pensar “nem é tão fundo”, mergulhar e não alcançar o fundo. Ondas quase inexistentes, enfim um paraíso para relaxar. Em geral, as cidades não possuem muitas praias, então o pessoal vai para as ilhas passar o dia. Muitas das ilhas são parques nacionais e não se pode dormir, apenas visitar durante o dia.

Visitamos as ilhas mais conhecidas próximas a Dubrovnik e Split e realmente recomendamos Brac e Hvar. Infraestrutura completa, praias muito atrativas e sol, muito sol! Mas como são as mais famosas também, são as mais caras. No final, fomos para Zadar para conhecer o órgão do mar e ver se iríamos a algum parque no interior do país. O órgão do mar é um artefato interessante, é um instrumento desenhado para tocar de acordo com as ondas do mar e produz uma música repetitiva e interessante. No segundo dia, resolvemos ir para Plitvice Lakes com uma excursão. Eu acho que foi o parque nacional mais impressionante que visitei em minha vida. São duas dezenas de lagos com uma cor incrível e milhões de peixes. Não vou falar muito, com as fotos dá para ter uma ideia de como é.

Agora vou passar pelo pior acontecimento da viagem, de longe. Precisávamos voltar da Croácia para a Itália, porque ainda tínhamos Veneza e Verona para visitar. Tentamos buscar trens para ir de Zadar para Trieste, mas não encontramos e resolvemos voltar de ônibus. Tinha um que saía à meia-noite e chegava às sete da manhã na Itália. O único problema era que ele ia beirando a costa naquelas estradinhas mão-dupla cheia de curvas e com uma montanha de um lado e uma ribanceira do outro. Eu não consegui dormir a noite inteira, não por preocupação, mas porque a Tati não parava me chamar para falar que estava com medo! Acho que foi a pior viagem da história para ela. Além disso, o ônibus era meio apertado e estava um pouco quente, o que contribuiu para a sensação de desconforto.

Enfim chegamos a Trieste, pegamos o trem para Veneza e começamos a última parte da viagem. Veneza nos recebeu com 36ºC, nada mal. Quase derretemos para chegar até o hotel, mas chegando lá começamos a ter as boas surpresas. Como era em Veneza Mestre, o hotel tinha mais espaço para infraestrutura e possuía piscinas e duas jacuzzis frias (por causa do verão). Tínhamos chegado muito cedo, o quarto ainda não estava disponível, não deu outra, fomos para a piscina.

Como o texto já está longo demais, vou dar uma bela economizada aqui. Veneza é uma cidade apaixonante, principalmente pelos canais. O impacto de uma cidade em que as ruas são de água é inesquecível. Depois fomos à Verona, que eu não conhecia e também me apaixonei. Ficamos em um quarto que mais parecia de cinema e conhecemos toda a cidade em três dias. Para minha surpresa, eles têm um anfiteatro como o Coliseu e um teatro romano que ainda estão em uso. Fomos inclusive assistir uma peça de ballet no teatro romano. Ótima escolha para o fim da viagem.

Agora rumo à Espanha e que venha o fim do segundo term.

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